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Controle tecnológico do concreto: por que ele evita falhas e prejuízos na obra

Tempo de Leitura: 3 minutos.

O controle tecnológico do concreto é o processo usado para verificar se o concreto aplicado na obra atende aos requisitos de qualidade, consistência, resistência e durabilidade definidos em projeto. 

Ele envolve ensaios e conferências que ajudam a identificar se o material está adequado antes e depois da concretagem.

Esse cuidado é essencial porque o concreto tem papel estrutural na construção civil. Quando a mistura, o transporte, o lançamento ou a cura não recebem a atenção necessária, a obra pode enfrentar fissuras, trincas, baixa resistência, retrabalho e até problemas que comprometem a vida útil da estrutura.

Embora o controle tecnológico dependa de acompanhamento técnico e ensaios específicos, a rotina da obra também precisa de organização, equipamentos adequados e apoio operacional. É nesse ponto que soluções como as da UP Equipamentos ajudam o canteiro a trabalhar com mais segurança, agilidade e previsibilidade durante a execução.

Índice

  1. O que é controle tecnológico do concreto?
  2. Por que o concreto precisa ser controlado?
  3. O que é Slump Test?
  4. Quais problemas o controle tecnológico ajuda a evitar?
  5. Controle do concreto também depende da rotina da obra

O que é controle tecnológico do concreto?

O controle tecnológico do concreto reúne procedimentos usados para avaliar o concreto fresco e endurecido. 

Na prática, ele verifica se o material recebido e aplicado na obra está de acordo com o traço, com o desempenho esperado e com as normas técnicas aplicáveis.

Esse processo pode envolver a análise da consistência do concreto, a moldagem de corpos de prova, a cura adequada das amostras e os ensaios de resistência à compressão. 

A ABNT NBR 12655 trata do preparo, controle, recebimento e aceitação do concreto de cimento Portland, enquanto a ABNT NBR 16889 estabelece o ensaio de abatimento do tronco de cone, conhecido como Slump Test.

Por que o concreto precisa ser controlado?

Cimento, água, areia, brita e, em alguns casos, aditivos formam o concreto. A proporção entre esses materiais e o modo de preparo interferem diretamente no comportamento do concreto depois da aplicação.

Quando a obra erra a dosagem ou recebe o material fora das condições previstas, o problema pode não aparecer de imediato. Muitas falhas surgem depois, quando a estrutura já está executada e a correção se torna mais cara, mais demorada e mais complexa.

Por isso, o controle tecnológico funciona como uma etapa de prevenção. Ele ajuda a equipe a tomar decisões com base em dados técnicos, e não apenas na aparência do concreto ou na experiência visual do canteiro.

O que é Slump Test?

O Slump Test, também chamado de ensaio de abatimento do concreto, é usado para verificar a consistência do concreto fresco antes da aplicação. Ele mostra se o material apresenta trabalhabilidade adequada para ser lançado e adensado na estrutura.

Esse ensaio é rápido e muito comum no recebimento do concreto na obra. Com ele, é possível identificar se o concreto está muito seco, muito fluido ou fora do abatimento previsto para aquele tipo de aplicação.

No entanto, o Slump Test não mede a resistência final do concreto. Ele avalia a consistência no estado fresco. Para verificar resistência, são necessários outros procedimentos, como a moldagem de corpos de prova e o ensaio de compressão.

O Slump Test, ou teste de abatimento do concreto, é um meio rápido de definir as características do concreto fresco momentos antes de sua aplicação, fazendo parte do controle tecnológico.

Quais problemas o controle tecnológico ajuda a evitar?

O controle tecnológico do concreto ajuda a reduzir o risco de patologias que prejudicam a segurança, o prazo e o custo da obra. 

Entre os problemas mais comuns estão fissuras, trincas, rachaduras, falhas de concretagem, baixa resistência, corrosão da armadura, carbonatação, lixiviação e perda de durabilidade.

Essas falhas não representam apenas um problema técnico. Elas também geram retrabalho, desperdício de material, atraso no cronograma e insegurança para quem executa, fiscaliza e recebe a obra.

Quando o concreto é acompanhado corretamente, a obra ganha mais previsibilidade. A equipe consegue identificar desvios antes que eles se transformem em prejuízo incorporado à estrutura.

Controle do concreto também depende da rotina da obra

O controle tecnológico começa nos ensaios, mas não termina neles. Depois que o concreto chega ao canteiro, a execução precisa seguir com organização, movimentação adequada, equipamentos corretos e atenção em cada etapa da concretagem.

Uma obra que trabalha com improviso aumenta o risco de perda de material, atraso, retrabalho e falhas de execução. Por outro lado, quando o canteiro tem apoio operacional e equipamentos adequados, a equipe ganha mais segurança para executar o serviço dentro do padrão esperado.

A UP Equipamentos oferece soluções para apoiar a rotina da construção civil, com equipamentos que ajudam na movimentação, organização e execução das atividades no canteiro.

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A arquitetura faz a diferença na construção civil

Tempo de Leitura: 2 minutos.

A construção civil conta com mais de 12,5 milhões de postos de trabalho diretos, indiretos e informais e movimenta 6,2% do PIB Nacional. A arquitetura é responsável por grande parte da movimentação destes recursos. Mas, infelizmente, o trabalho do arquiteto ainda é pouco reconhecido e, muitas vezes, a atuação deste profissional é vista como supérflua.  Está na hora de mudar esta visão.

Para se ter ideia, uma pesquisa publicada pelo Conselho dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil (CAU-BR), em  2015, revelou que apenas 7% da população do país recorreu a arquitetos e urbanistas, seja para obras de construção, reforma ou outros tipos de serviços. O percentual foi ainda menor quando analisada somente a última reforma ou construção realizada por essas pessoas. Neste aspecto, apenas 4% das quase 2,5 mil pessoas entrevistadas contrataram os profissionais. Logicamente estes números devem ter se atualizados, mas se há crescimento, ainda é incipiente.

Na maior parte dos casos, a questão financeira é apontada como um dos principais motivos para a não contratação dos serviços de arquitetura. Ocorre que, o arquiteto pode ser considerado o “grande maestro” daquele projeto que você pensa em realizar. É ele quem chega primeiro à obra. A contratação deste profissional pode representar um fator de economia na obra a ser realizada e, num segundo momento, a valorização comercial de seu empreendimento.

O arquiteto é o profissional responsável por planejar e organizar os espaços internos e externos promovendo a interação das pessoas com o lugar onde irão morar, trabalhar e ter seus momentos de lazer. Entre outras coisas, o objetivo desse profissional é tornar o projeto arquitetônico confortável e bonito sem agredir o meio ambiente. É ele quem pensa nos aspectos estéticos e funcionais de uma obra ou reforma.

Por nossas “mãos”, passam questões como a gestão e orientação técnica de determinada obra, o planejamento, estudos de viabilidade, monitoramento, padronização, execução, fiscalização e condução do empreendimento.

Frequentemente ouve-se expressões como “projetinho”.  Quando projetamos, idealizamos  qualidade de vida e funcionalidade, quesitos que não devem ser banalizados. Nosso trabalho envolve muito saber técnico, independentemente do tamanho da obra. O trabalho do arquiteto não é artigo de luxo. Talvez o nosso maior desafio esteja aí: mostrar que somos necessidade.

O ideal é que o arquiteto e o engenheiro trabalhem juntos para proporcionar uma construção funcional e adequada às necessidades do cliente. De todo modo, é preciso lembrar que o arquiteto está presente na obra desde a sua elaboração até a execução final. Cabe a ele, compatibilizar todos os projetos do empreendimento.

Somente por meio da autovalorização profissional, da ética, do fortalecimento dos organismos de classe e da união da categoria poderemos mudar o status atual. E é justamente essa valorização que continuaremos buscando de forma efetiva e sistêmica.  Muito já se conseguiu pelo esforço contínuo e muito conseguiremos.  Afinal,  arquitetos e urbanistas podem transformar vidas, trazendo qualidade, eficiência e principalmente economia para as obras.

André Nor é arquiteto e urbanista e preside o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso.

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Investimentos crescem 0,3% no primeiro trimestre, diz Ipea

Tempo de Leitura: 2 minutos.

Após duas quedas consecutivas, o indicador de construção civil avançou 0,2% na série dessazonalizada.

Os investimentos estão em recuperação gradual no país. Segundo o Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), a alta em março foi de 0,8% em relação a fevereiro de 2018 e de 0,3% no primeiro trimestre do ano, em comparação ao que foi investido de outubro a dezembro de 2017, na série com ajustes para o período.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came), cuja estimativa corresponde à produção interna, retirada as exportações e acrescida as importações, encerrou o primeiro trimestre com alta de 2,4%, com avanço de 2,2% em março.

Quando comparado ao mês de março de 2017, a FBCF registrou avanço de 3,4%. No primeiro trimestre, o resultado também foi positivo, com alta de 3,3% sobre o mesmo período do ano passado. Apenas no acumulado de 12 meses é verificada queda de 0,1%.

“Levando em consideração o desempenho ainda anêmico da construção civil, o Came continua sendo o principal responsável pela trajetória de recuperação gradual observada nos investimentos”, explicou Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea e autor do estudo, em nota.

Após duas quedas consecutivas, o indicador de construção civil avançou 0,2% na série dessazonalizada. No entanto, o setor encerrou o primeiro trimestre de 2018 com retração de 0,6% ante o último trimestre de ano passado.

A Formação Bruta de Capital Fixo é um dos componentes do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas pelo país no mesmo ano, pelo lado da demanda. A FBCF mostra o quanto as empresas aumentaram sua capacidade produtiva, como, por exemplo, os seus bens de capital – aqueles que produzem outros bens. É importante porque indica se a capacidade de produção do país está crescendo e também se os empresários estão confiantes no futuro, explica o Ipea.

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/investimentos-crescem-03-no-primeiro-trimestre-diz-ipea/124783/

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